segunda-feira, 26 de maio de 2008

o ser seletor

o que acontece comigo? como eu seria capaz de explicar? me sinto inquieto, exigente e muito seletivo de uma maneira estranha, pois engulo e até tenho prazer, por mais que constatar isso me doa, com coisas ruins, que me ferem a mente por pensar na possibilidade de existencia delas num mundo ideal, pela falta de sentimento ou racionalidade ou os dois assim como a falta de propósito ou a existência de um propósito irreal, exagerado, inventado, fantasiado, forçado, impossível, estúpido, para que as coisas assim sejam, e não, não me afasto disso pois vivo nisso e com isso preciso conviver -então finjo para poder existir- mas sou muito seletivo com pessoas. olho para minha rede de conhecidos, e vejo tantos e inúmeros, números, cabeças, pessoas por quem meu lado sentimental tem grande apreço, e sim, afirmo que de maneira ou de outra quero bem a todos eles, porém minha racionalidade, meu lado cogitans, vem à beirada do palco e de lá olho rosto por rosto, leio em suas legendas cada comportamento, e coisas me ferem a mente de maneira brutal e desconcertante, que me assusta de certa forma, acabondo por me tornar seletivo, /mas/ não, não ignoro as pessoas ou finjo não conhecer, apenas não vejo necessidade de me casar morar junto ter filhos um cachorro e conta conjunta com todas elas -então existo pra poder existir-. tenho amigos sim, são muitos até, mas poucos são os especiais, poucos sabem, poucos sabem ser e sei ser de poucos o que poucos são para mim, e desses poucos, é pouco o que me fere, e justamente por ser pouco, e não ser pouco o que nos aproxima, é que nos poucos eles se encaixam - então existo.




_________________
possivel boa idéia, resultado ruim.
cai no óbvio.

3 comentários:

Andrei Meurer disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Andrei Meurer disse...

o cinema te estragou.

ruan.letras@gmail.com disse...

Seletividade é o que há!