terça-feira, 17 de março de 2009

todos me pedem suas coisas, mas nem pensam que também tenho coisas a pedir. todos me contam seus segredos, pedem sigilo, pedem ouvidos, mas nem imaginam que preciso de alguém que me ouça. ter em mim alguém de confiança pode ser bom, mas e eu? também me sinto um lixo as vezes. se sou uma poesia viva sou mattoso, sade, clarice, vinicios, drummond e quintana ao mesmo tempo.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

o amor é uma coisa estranha, porque quando ele pega nos outros, não pega em nós. quando pega em nós, não pega nos outros...

domingo, 16 de novembro de 2008

Multiplicidade

tinha acordado do lado de um belo encanto azul a companhia tão desejada estranhamente soava dominâncias e dissonâncias saídas de uma caixa púrpura a cabeça ainda voava repousada em estranha visão que de um mundo se espera ao nascer o som se expandia dominava como na ânsia de conter todos os sentimentos sentia no quarto um ar de enciclopédia as teclas do piano começaram a se soltar os livros pareciam encolher o mundo se expandia do lado a metamorfose se fez fixamente o olho se fez engolidor do quarto todas as coisas voavam e na expansão do universo as coisas se condensavam os movimentos falhavam e sentia o corpo secar paralisado talvez pudesse conter o vazio com o universo estava agora imóvel o vazio se expandiu todo o infinito se condensou a fusão de tudo era ele a existência era ele o tudo era um livro era ele este livro

domingo, 28 de setembro de 2008

quero tudo.

mas não sei como
lidar com tudo
ao mesmo tempo.

o tudo me engole.

sábado, 13 de setembro de 2008

minha poesia é extremamente biográfica

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Querido diário,
era uma vez...









agora você pode acreditar em mim.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

noite à beira-mar

vinho.
monumento (pé grande)
gaivota e peixes mutantes.
ratazana.
um gole.
eu já me perdi.
carros
ondas.
luzes.
escuridão.
onde estou?
(...)
um gole por sua resposta certa.

tá fazendo frio nesse lugar.
soluço.
uma pedra em meu caminho.
mentira.
água (mar, ou muita água)
depois pedra.

por não existir
você faz falta.
puxe uma pedra (e)
sente ao meu lado.
não.
não!
essa pedra não.
(...)
cigarro.
falta paz.
ela olha pra mim!
voou...
quero seu amor.
quero seu prazer.
onde eu já não caibo mais.