domingo, 16 de novembro de 2008
Multiplicidade
tinha acordado do lado de um belo encanto azul a companhia tão desejada estranhamente soava dominâncias e dissonâncias saídas de uma caixa púrpura a cabeça ainda voava repousada em estranha visão que de um mundo se espera ao nascer o som se expandia dominava como na ânsia de conter todos os sentimentos sentia no quarto um ar de enciclopédia as teclas do piano começaram a se soltar os livros pareciam encolher o mundo se expandia do lado a metamorfose se fez fixamente o olho se fez engolidor do quarto todas as coisas voavam e na expansão do universo as coisas se condensavam os movimentos falhavam e sentia o corpo secar paralisado talvez pudesse conter o vazio com o universo estava agora imóvel o vazio se expandiu todo o infinito se condensou a fusão de tudo era ele a existência era ele o tudo era um livro era ele este livro
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