domingo, 16 de novembro de 2008
Multiplicidade
tinha acordado do lado de um belo encanto azul a companhia tão desejada estranhamente soava dominâncias e dissonâncias saídas de uma caixa púrpura a cabeça ainda voava repousada em estranha visão que de um mundo se espera ao nascer o som se expandia dominava como na ânsia de conter todos os sentimentos sentia no quarto um ar de enciclopédia as teclas do piano começaram a se soltar os livros pareciam encolher o mundo se expandia do lado a metamorfose se fez fixamente o olho se fez engolidor do quarto todas as coisas voavam e na expansão do universo as coisas se condensavam os movimentos falhavam e sentia o corpo secar paralisado talvez pudesse conter o vazio com o universo estava agora imóvel o vazio se expandiu todo o infinito se condensou a fusão de tudo era ele a existência era ele o tudo era um livro era ele este livro
domingo, 28 de setembro de 2008
sábado, 13 de setembro de 2008
segunda-feira, 28 de julho de 2008
noite à beira-mar
vinho.
monumento (pé grande)
gaivota e peixes mutantes.
ratazana.
um gole.
eu já me perdi.
carros
ondas.
luzes.
escuridão.
onde estou?
(...)
um gole por sua resposta certa.
tá fazendo frio nesse lugar.
soluço.
uma pedra em meu caminho.
mentira.
água (mar, ou muita água)
depois pedra.
por não existir
você faz falta.
puxe uma pedra (e)
sente ao meu lado.
não.
não!
essa pedra não.
(...)
cigarro.
falta paz.
ela olha pra mim!
voou...
quero seu amor.
quero seu prazer.
onde eu já não caibo mais.
monumento (pé grande)
gaivota e peixes mutantes.
ratazana.
um gole.
eu já me perdi.
carros
ondas.
luzes.
escuridão.
onde estou?
(...)
um gole por sua resposta certa.
tá fazendo frio nesse lugar.
soluço.
uma pedra em meu caminho.
mentira.
água (mar, ou muita água)
depois pedra.
por não existir
você faz falta.
puxe uma pedra (e)
sente ao meu lado.
não.
não!
essa pedra não.
(...)
cigarro.
falta paz.
ela olha pra mim!
voou...
quero seu amor.
quero seu prazer.
onde eu já não caibo mais.
domingo, 20 de julho de 2008
2 perdidos numa noite suja
Quando eu quis você
Você não me quis
Quando eu fui feliz
Você foi ruim
Quando foi afim
Não soube se dar
Eu estava lá mas você não viu
Tá fazendo frio nesse lugar
Onde eu já não caibo mais
Onde eu já não caibo mais
Onde eu já não caibo mais
Onde eu já não caibo em mim
Se eu já me perdi
Quando perdi você
Quando eu quis você
Você desprezou
Quando se acabou
Quis voltar atrás
Quando eu fui falar
Minha voz falhou
Tudo se apagou você não me viu
Tá fazendo frio nesse lugar
Onde eu já não caibo mais
Onde eu já não caibo mais
Onde eu já não caibo mais
Onde eu já não caibo em mim
Mas se eu já me perdi
Como vou me perder
Se eu já me perdi
Quando perdi você
Mas se eu já te perdi
Como vou me perder
Se eu já me perdi
Quando perdi você
Você não me quis
Quando eu fui feliz
Você foi ruim
Quando foi afim
Não soube se dar
Eu estava lá mas você não viu
Tá fazendo frio nesse lugar
Onde eu já não caibo mais
Onde eu já não caibo mais
Onde eu já não caibo mais
Onde eu já não caibo em mim
Se eu já me perdi
Quando perdi você
Quando eu quis você
Você desprezou
Quando se acabou
Quis voltar atrás
Quando eu fui falar
Minha voz falhou
Tudo se apagou você não me viu
Tá fazendo frio nesse lugar
Onde eu já não caibo mais
Onde eu já não caibo mais
Onde eu já não caibo mais
Onde eu já não caibo em mim
Mas se eu já me perdi
Como vou me perder
Se eu já me perdi
Quando perdi você
Mas se eu já te perdi
Como vou me perder
Se eu já me perdi
Quando perdi você
domingo, 22 de junho de 2008
domingo, 8 de junho de 2008
quarta-feira, 4 de junho de 2008
soneto #1
depois da queda o coice.
eu vos digo que não é
preciso cair para ser
atingido por dor qualquer.
eu queria construir um
soneto, inspirado nos seus
barrocos e na minha lírica
desregrada de moleque.
em seis versos, não
tenho o que dizer de
bom sobre você.
ou em três, explicar
mais uma crise da
existência do meu ser.
eu vos digo que não é
preciso cair para ser
atingido por dor qualquer.
eu queria construir um
soneto, inspirado nos seus
barrocos e na minha lírica
desregrada de moleque.
em seis versos, não
tenho o que dizer de
bom sobre você.
ou em três, explicar
mais uma crise da
existência do meu ser.
domingo, 1 de junho de 2008
ainda posso contar nos dedos as vezes em que estivemos efetivamente juntos, mas já sofro por você. não sei onde você está, não consigo falar com você e sinto uma enorme vontade de te ver. queria te ter em minha frente agora pra poder dizer tudo que não tive a coragem ou a capacidade de dizer. queria olhar em seus olhos, sem desvios, ver toda sua verdade e deixar você ver a minha. espero discar seu número logo e não mais ouvir o recado de que ele está desligado. talvez me bastasse um de nossos encontros timidamente carinhosos para me acalmar.
segunda-feira, 26 de maio de 2008
o ser seletor
o que acontece comigo? como eu seria capaz de explicar? me sinto inquieto, exigente e muito seletivo de uma maneira estranha, pois engulo e até tenho prazer, por mais que constatar isso me doa, com coisas ruins, que me ferem a mente por pensar na possibilidade de existencia delas num mundo ideal, pela falta de sentimento ou racionalidade ou os dois assim como a falta de propósito ou a existência de um propósito irreal, exagerado, inventado, fantasiado, forçado, impossível, estúpido, para que as coisas assim sejam, e não, não me afasto disso pois vivo nisso e com isso preciso conviver -então finjo para poder existir- mas sou muito seletivo com pessoas. olho para minha rede de conhecidos, e vejo tantos e inúmeros, números, cabeças, pessoas por quem meu lado sentimental tem grande apreço, e sim, afirmo que de maneira ou de outra quero bem a todos eles, porém minha racionalidade, meu lado cogitans, vem à beirada do palco e de lá olho rosto por rosto, leio em suas legendas cada comportamento, e coisas me ferem a mente de maneira brutal e desconcertante, que me assusta de certa forma, acabondo por me tornar seletivo, /mas/ não, não ignoro as pessoas ou finjo não conhecer, apenas não vejo necessidade de me casar morar junto ter filhos um cachorro e conta conjunta com todas elas -então existo pra poder existir-. tenho amigos sim, são muitos até, mas poucos são os especiais, poucos sabem, poucos sabem ser e sei ser de poucos o que poucos são para mim, e desses poucos, é pouco o que me fere, e justamente por ser pouco, e não ser pouco o que nos aproxima, é que nos poucos eles se encaixam - então existo.
_________________
possivel boa idéia, resultado ruim.
cai no óbvio.
_________________
possivel boa idéia, resultado ruim.
cai no óbvio.
terça-feira, 20 de maio de 2008
Glauco Mattoso. Glaucomatoso. Glaucoma. Cegueira total.
Gay. Violentado na infância pelos próprios colegas. Desumanismo. Poeta da Coprofagia.
Underground. Suburbano. Contra cultura. Datilograffiti. Poeta do barrockismo.
Boca do inferno moderno. Podorasta. Pornosianista. Poeta maldito.
Masoquista e fetichista. Seus temas? Transgressivos. Polêmicos.
_______
seu site:
http://glaucomattoso.sites.uol.com.br/
Gay. Violentado na infância pelos próprios colegas. Desumanismo. Poeta da Coprofagia.
Underground. Suburbano. Contra cultura. Datilograffiti. Poeta do barrockismo.
Boca do inferno moderno. Podorasta. Pornosianista. Poeta maldito.
Masoquista e fetichista. Seus temas? Transgressivos. Polêmicos.
_______
seu site:
http://glaucomattoso.sites.uol.com.br/
domingo, 20 de abril de 2008
sábado, 19 de abril de 2008
my time
está na hora de mudar o guarda-roupa
levar a mala cheia de ilusões
alguns trocados
sair.
andar
subir ao palco
mais um monólogo compartilhado
com todas as minhas dores e confusões.
arranjar um canto pouco duro e seco
morar
viver
minhas próprias motivações e oasis.
sobreviver
como um poeta da vida e seus escritos
um cineasta e seus vislumbres lúcidos
inventar.
cantar
escrever
atuar
criar.
levar a mala cheia de ilusões
alguns trocados
sair.
andar
subir ao palco
mais um monólogo compartilhado
com todas as minhas dores e confusões.
arranjar um canto pouco duro e seco
morar
viver
minhas próprias motivações e oasis.
sobreviver
como um poeta da vida e seus escritos
um cineasta e seus vislumbres lúcidos
inventar.
cantar
escrever
atuar
criar.
sexta-feira, 18 de abril de 2008
Assinar:
Comentários (Atom)